10 Motivos Pelos Quais é Difícil Assistir Dragon Ball em 2026

Goku Bulma e Mestre Kame no início da jornada de Dragon Ball

Não há como negar que Dragon Ball é uma das franquias mais importantes de todos os tempos. A magnum opus de Akira Toriyama é a série shonen definitiva, influenciando basicamente todos os animes e mangás modernos até hoje. Mais de 40 anos depois, a obra ainda se sustenta surpreendentemente bem graças à excelente coreografia de luta, elenco memorável e narrativa empolgante. No entanto, embora o mangá seja atemporal, o mesmo não pode ser dito exatamente sobre o anime.

Entre o clássico, Dragon Ball Z e, especialmente, Dragon Ball Super, acompanhar a franquia em 2026 pode ser um desafio maior do que a luta de Goku contra Frieza. Dragon Ball foi feito para ser assistido semanalmente, e isso fica evidente ao tentar maratonar a série, revelando as rachaduras no processo de produção da Toei e destacando detalhes problemáticos que não envelheceram bem.

10. O humor do Mestre Kame é problemático e reduz Bulma a fanservice

O estilo de humor do Mestre Kame não envelheceu bem. Transformar o arquétipo do mestre de artes marciais em um pervertido foi uma subversão engraçada na época, mas torna-se desconfortável ao notar que ele persegue constantemente uma adolescente. Bulma tem apenas dezesseis anos no início da trama, e embora Toriyama a escreva melhor que a maioria das personagens femininas, ela ainda é reduzida a fanservice gratuito sempre que Kame está em cena.

9. Personagens femininas são mal aproveitadas

Akira Toriyama tem um histórico complicado com suas personagens femininas. Chichi, Androide 18 e Videl são introduzidas como lutadoras competentes, mas acabam relegadas ao papel de esposas e mães logo após se casarem. Embora a Androide 18 tenha tido seus momentos no Torneio do Poder e na Saga Moro, o tratamento dado a Caulifla e Kale em Dragon Ball Super é uma das poucas melhorias nesse aspecto.

8. O ritmo lento de Dragon Ball piora em DBZ

Como o anime rodava junto com a publicação do mangá, o ritmo é arrastado. Se a Saga Red Ribbon já parecia lenta, a Saga Frieza em DBZ é um verdadeiro teste de paciência, com a luta final durando 30 episódios. Até mesmo o Torneio do Poder em Dragon Ball Super sofre com isso, estendendo um limite de 48 minutos por mais de 30 episódios.

7. O excesso de Fillers prejudica a experiência

Embora não seja tão grave quanto em outros shonens, os fillers de Dragon Ball criam furos de roteiro bizarros. Ver Gohan lutar contra a forma final de Frieza ou o excesso de tempo de tela para Mr. Satan nos Jogos de Cell quebra o fluxo narrativo original, transformando capítulos curtos do mangá em arcos exaustivos na TV.

6. A dublagem em inglês possui erros graves e mudanças desnecessárias

Com exceção de Kai e dos filmes de Super, a dublagem americana original é repleta de censura e mudanças incompreensíveis. Goku foi transformado em um clone genérico do Superman, perdendo suas nuances egoístas e foco em treinamento que existem na versão japonesa original. Erros de nomes, como o pseudônimo de Kami-sama, também removem camadas importantes da trama.

5. A animação possui baixos extremos

Dragon Ball Super é frequentemente criticado por sua animação instável, especialmente nos arcos iniciais. No entanto, Dragon Ball Z também sofre com episódios horrivelmente desenhados e animações travadas, criando um contraste bizarro entre momentos épicos (como a transformação em Super Saiyajin) e cenas que parecem ter sido feitas às pressas.

4. Os lançamentos físicos são de baixa qualidade

Goku segurando os polêmicos DVDs Orange Bricks de Dragon Ball Z

É um pesadelo colecionar Dragon Ball. Muitos lançamentos em Blu-ray e DVD sofrem com cortes de imagem (cropping) para o formato 16:9, fazendo com que o espectador perca parte da arte original. Além disso, a correção de cores agressiva muitas vezes destrói os detalhes que tornavam o traço clássico tão especial.

3. O Power Scaling no anime é inconsistente

A escala de poder no mangá tem sua lógica, mas o anime da Toei costuma exagerar na força de Goku. Inconsistências como o Androide 17 conseguir acompanhar o Super Saiyajin Blue durante o arco da Sobrevivência do Universo no anime de Dragon Ball Super desafiam qualquer lógica estabelecida previamente na obra de Toriyama.

2. O remake de Dragon Ball Super estreia em poucos meses

Arte promocional do novo anime Dragon Ball Super Beerus

Com o lançamento de Dragon Ball Super: Beerus agendado para este outono (setembro/outubro de 2026), não há mais motivos para revisitar a versão original. O remake promete ser mais fiel ao roteiro de Toriyama, reanimar os arcos desastrosos de Beerus e Golden Frieza e reduzir drasticamente a enrolação, tornando a experiência muito mais ágil.

1. O mangá de Dragon Ball é simplesmente superior

Se você quer ter a melhor experiência em 2026, leia o mangá. A arte de Toriyama, seu timing cômico, as coreografias de luta e o ritmo são obras-primas que o anime nunca conseguiu capturar totalmente. No mangá, temas como a passagem de bastão para a nova geração são muito mais claros e emocionantes do que nas adaptações para TV.

fonte: gamerant